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Carbamato de Etila

Além do etanol e gás carbônico, as leveduras que fermentam o caldo de cana secretam dezenas de compostos secundários. Um deles é a uréia, substância que contém o nitrogênio excedente do metabolismo celular.
Por hidrólise (que pode ser intra ou extracelular) a uréia converte-se em ácido carbâmico, um composto instável, que pode converter-se em amônia e dióxido de carbono, ou, na presença de etanol, em carbamato de etila.
Portanto, o CARBAMATO DE ETILA é uma substância resultante da reação entre o etanol (principal produto da líquido da fermentação alcoólica) e o ácido carbâmico, composto relacionado ao metabolismo e secreção do nitrogênio pelos microrganismos.

Trata-se de um éster do ácido carbâmico, assim como o acetato de etila é um éster do ácido acético. Por várias décadas ao longo do século XX, o carbamato de etila foi usado, nos Estados Unidos, para fins diversos fins (agente anti-câncer, pesticidas, fumigantes, anestésicos veterinários...). Embora cientificamente ultrapassado, ainda hoje é reconhecido como agente para combate ao câncer e tumores malignos. 

NA CACHAÇA:

Seguindo o padrão canadense (inexistente na maioria dos países e inferior ao da Alemanha) a legislação brasileira fixou o limite de carbamato de etila na cachaça em 150 µg /L (menos que 40 µg/100 mL etanol) que passaria a valer a partir de 2010. 
Na literatura, os dados disponíveis relatam teores na faixa de 0 a até 6000 µg/L. Os valores acima de 1000 µg /L, porém, decorreram do emprego de uréia como fonte de nitrogênio na fermentação, prática nunca adotada na produção de cachaça de alambique, e já abandonada na industrial. Os valores médios oscilam na faixa de 300 a 600 µg/L. 

Em experimentos com ratos e camundongos, foi relatada ocorrência de tumores malignos a partir da ingestão diária, durante 2 anos, de 500 µg/kg de peso para ratos e 100 µg/kg de peso para camundongos. 

Transferidos para humanos, os testes indicam que, o carbamato de etila poderia acarretar tumores malignos em indivíduos (60 kg de peso) que ingerissem 6 (seis) litros de cachaça contendo 1000 µg/L de carbamato de etila por dia durante 2 anos (!). Portanto, o risco para a saúde relacionado à ingestão de carbamato de etila através da cachaça é muito menor do que o representado por outros componentes da bebida, inclusive o próprio etanol. 

Felizmente, o prazo para vigência do limite de 150 µg /L foi adiado e as entidades representantes dos produtores de cachaça acham-se mobilizadas no sentido de cancelar esse parâmetro, ou aumentar acentuadamente o limite a ser tolerado.
Pois o monitoramento permanente do teor de carbamato de etila onera os produtores sem que disso resulte benefício para a saúde dos consumidores. 

REFS.
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